NOVA COMPOSIÇÃO ENZIMÁTICA GERA EXCELENTES NANOPARTÍCULAS DE CELULOSE

 

INTRODUÇÃO

          A celulose nanocristalina (CNC) é constituída de partículas rígidas de material natural, em forma de haste, altamente cristalinas que possuem pelo menos uma das dimensões dentro da escala nanométrica. Elas apresentam excelentes propriedades físicas, químicas, biológicas e ópticas, tais como biodegradabilidade, biocompatibilidade, baixa densidade, elevada resistência mecânica (i.e. próxima ao do Kevlar e superior ao do aço), entre outras. Essas propriedades proeminentes tornam a CNC um nanomaterial único, de alto valor e que pode ser utilizada como blocos de construção ou agente de reforço no desenvolvimento de uma gama de produtos para indústrias de construção, alimentos, embalagens, biomédica, farmacêutica, automotiva, aeroespacial e eletrônica.

        Os nanocristais de celulose podem ser extraídos de qualquer fonte de  material celulósico, como plantas, tunicatos, algas e até mesmo produzidos por alguns microrganismos (como bactérias do gênero Gluconoacetobacter). No entanto, a biomassa derivada de plantas (biomassa lignocelulosica) é a fonte mais promissora, pois é um material renovável, amplamente disponível, que permite uma produção sustentável e em maior escala, para atender a crescente demanda de aplicação de CNC.

          Ao contrário do método convencional de hidrólise ácida e a recente proposta de hidrólise enzimática com celulases, essa tecnologia desenvolvida não compromete propriedades críticas das nanopartículas (cristalinidade, razão de aspecto), pois utiliza uma composição enzimática específica, enriquecida de enzimas e proteínas auxiliares como biocatalisadores na produção de CNC.

 

APLICAÇÕES E PÚBLICO ALVO

         A tecnologia desenvolvida permite uma aliança entre nanotecnologia, biotecnologia e matéria-prima renovável para produção de CNC com aplicações promissoras que incluem, mas não estão limitadas à, displays flexíveis, smart windows, embalagens plásticas com melhores propriedades de barreira, drug delivery, regeneração de tecidos, e na manufatura de peças mais leves e resistentes para automóveis e aviões.

               

                                              Figuras: Imagens ilustrativas.                     

 

  ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO

   

Área: Outros;  0068/2017   Escola de Engenharia de Lorena                                                 Polo Lorena

Patente protegida sob o nº:  BR 102018068485-0                                                                  alelima@usp.br

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Inventores:
VALDEIR ARANTES
ISABELLA KAROLINE RIBEIRO DIAS
Palavras-chave:
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